sexta-feira, 18 de julho de 2008

Visões e Ilusões

"Oh que saudades que tenho...
Da aurora de minha vida
Da minha infância querida
Que os tempos não trazem mais..." (C.A)

"Os absinthos amarguram
Se não tenho esperança
Se me entristece a lembrança
De meu viver de criança
Que tão depressa findam..." (M.C.S.A)

Pois é né...voa...Lembra? Das brincadeiras de infância, da inocência das conversas, dos amores e amizades eternas...Descobri que a autora que eu trabalho lembram-se? Poesia e Semiótica, literatura e amor...Então eu não desisti!! Ela tem alguns pontos em comum com o nosso querido Casimiro de Abreu...Curioso lembrar que foi esse mesmo poema do Casimiro minha mãe declamou-se no meu aniversario de oito anos sentada em um banquinho no banheiro! Hehehe
Parecia que faltava tanto e de repente puft...cabum e aqui estou eu analisando um poema sobre os tempos idos que não voltam mais...Recentemente uma experiência eu diria não das mais felizes me fez refletir sobre isso...Reencontrar pessoas do passado...Sabe quando você tá sentada de frente para uma pessoa que quinze anos atrás você jurava que ia ser sua amiga para sempre e você simplesmente se depara com um completo estranho? E com um estalo, uma luzinha você percebe que os tempos passados não voltam mais e que aquela pessoa estava mais viva em suas lembranças sorridentes do que na pessoa em que ela se tornou? E você ainda luta pelas imagens do passado...mas os dias passam...as imagens se dissolvem e você segue seu caminho e as pessoas passam...as pessoas mudam...e você...você também mudou...Seu corpo, como um todo, carrega as cicatrizes de alegrias e mágoas...de sua própria inocência perdida. E talvez com uma lágrimazinha disfarçada no canto dos olhos...você percebe que olhar para trás apenas te cega para a estrada que existe adiante de você...