segunda-feira, 31 de março de 2008

"Longe é um lugar que não existe" Richard Bach

Mentira! Longe é a USP!!!

Meu Deus, hoje lá fui eu mestranda exemplar, camelar até a biblioteca da letras para pegar alguns livrinhos sobre mulher, genero e semiótica...levei três horas e trinta minutos para pisar naquele solozinho esverdeado. Subindo os imensos degraus dos três andares da biblioteca pensando: O que é que eu vim fazer aqui...
Claro eu peguei mais livros do que podia carregar, viva a Deus, eu tenho mãe! E lá voltamos nós chacoalhando no trenzinho lotadinho, porque claro que ele não ia chegar no horario! E os guardinhas segurando o trem porque tinha um velinho sentado no chão! Ninguém merece, prender bandido nada né?
Enfim, cá estou eu de volta aos meus queridos leitores, agora já sei que a semelhança do Departamento de Linguistica da USP a briga entre os liguistas é universal! Lendo Pignatari em versão sardinha enlatada no trem, ouvindo modinha sertaneja, pude perceber a cisão (olha que palavra bonita) entre os seguidores de Saussure, Barthes e outros adeptos da semiótica..." estruturalista" e o Peirce, o carinha que inventou a terceridade que eu andei conversando. To quase entendendo porque eles se detestam e brigam. Assim que o motivo estiver claro ponho vocês a par das fofocas.
Termino esse texto de hoje com minhas condolencias a mim mesma pela distancia de estudar no começo do nada e morar no fim do infinito.

sábado, 29 de março de 2008

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte." Gandhi

Tiros em Ruanda

Faço aqui uma pequena parada, em meu tema de mestrado para refletir sobre o trabalho que faço com transcrições africanas. Entro diariamente em contato com relatos da guerra de Angola, tanto a da descolonização quanto a civil, isso me levou naturalmente a uma curiosidade sobre a história desse continente ainda hoje ignorado do resto do mundo. Tenho fé, como uma cristã, mas muito mais que isso como um ser humano que foi criado no amor e aprendeu a amar, que agora estajamos entrando em uma fase em que genocidios não ocorram mais. Tenho dúvidas, as vezes, como muitas pessoas, penso eu , eu perco minha fé, não em Deus, mas na humanidade e no que fizeram com seu livre arbitrio...Matar alguém pela cor da sua pele? Matar alguém porque nasceu na tribo vizinha? Não meus amigos isso não é coisa de povos barbaros meus leitores, não se esquecem do genocidio judeu, praticado pelos alemãs, país berço de tantos teóricos que lemos e admiramos até hoje. Civilização, é um conceito inutil sem amor. Rapidamente o mais forte destroi o mais e assim vai em uma roda, quem mata mais, que sangue é mais puro...seu pai matou meu pai...então vou te matar. Meu Deus, evolução, será que estamos evoluindo mesmo? Será que um dia o ser humano antes de infligir a dor pensará e se fosse eu? E baixará as armas?
Luanda em Angola e Kigali em Ruanda, são só exemplos da dor causada pelo preconceito e a opressão, por um colonialismo desorganizado e obviamente egoista.
A Africa é um territorio rico em sua literatura e em sua história, não a mesnosprezem meus caros leitores, não se esqueçam que assim como a nossa américa ela se divide em paises muitos diferentes, com histórias e culturas diferentes. Mergulhem um pouco no desconhecido verão que sempre a muito a ser explorado.

sexta-feira, 28 de março de 2008

"A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida" Fernando Pessoa

Semiótica X Literatura

Não que esses dois conceitos se oponham, mas isso me chamou a atenção em minha busca pelo sentido da semiótica e mais a sua aplicação sobre a literatura.
Confuso certo? Eu que o diga, contudo sigo firme, descobri que existe um conceito de terceiridade na semiótica, que não é a terceira idade de nossas avós...
mas sim a mistura de primeiridade com a secundidade...curioso isso. Mas acalmem-se leitores assim que eu, mestranda em semiótica, absorver o significado disso tudo, eu explico de forma didática...quem sabe eu entendo como eu vim parar aqui...
Meu tema começa a tornar-se fascinante...imaginem a literatura!
Mas não como aquele livro insuportável daquele teórico kantiano que você entende tão bem em português quanto em hebraico...
Imaginem que a literatura é uma mistura de sentidos. Fechem os olhos! Visualizem: " Amor é fogo que arde sem se ver" Você pensou nas letrinhas? Nas frases?
Não! Você pensou naquela pessoa mada, no desejo do objeto inalcansável, naquele beijo de tirar o fôlego. Também pensou em fogo, fogueira, luz, calor...uma queimação...que não é de gastrite. Isso, meus leitores, é literatura. Isso é semiótica.

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."- Albert Einstein

Eu outra vez! estou postando a pedido do Ives, meu colega acadêmico ^_~

Com vocês mais uma grande história dos anais da USP...


Estou eu sossegada tentando jogar Neopets, quando chega a Simpática.


Sabe aquele tipo, eu-sou-o-máximo-porque-eu-sou-
professora-da-maior-universidade-dessa-porcaria-de-país?
A mulher importunou, xeretou, se meteu e tudo o que teve direito...

Ela estava preenchendo um formulário para solicitar um documento para a MÃE dela, sentada na mesa do meu chefe fazendo um monte de perguntas estúpidas... Mas a pior foi:

- Espera! Aqui está pedindo o nome do pai... mas é do meu pai ou do pai da minha mãe?

*tambores..... pratos!*


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Olha eu não sou professora universitária, me mato pra fazer meu pobre mestrado... Mas
uma coisa eu sei! Quando eu preencho algo em nome de outra pessoa EU PONHO OS DADOS DA OUTRA PESSOA!

Ai Jesus que eu ainda infarto!

quarta-feira, 26 de março de 2008

"Deixe que cada um exercite a arte que conhece." Aristóteles

Pois é, estou dando um tempo no meu projeto para a FAPESP (muito embora o prazo máximo para entrega seja segunda). De qualquer maneira, às vezes até os classicistas precisam respirar...
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Pois hoje de manhã estava eu com o meu mau humor costumeiro, quando preciso atender um professor lá na comissão (pois é, eu trabalho na USP...). Olha o que resultou uma pergunta simples:

- Qual o bairro residencial Professor?
- Jardim Jussara.
- Ok.

E escrevi como eu sempre vi esse nome JuSSara.

- Não é com "ss", é com "ç".
- Tudo bem.

E mudei. Mas ele TINHA que prosseguir a discussão.

- Todo Juçara é com "ç".
- Na verdade existe com "ss" também...
- Claro que não. No português toda palavra de origem indígena é com "ç".
- Sim professor, mas regras ortográficas não se aplicam a nomes próprios...
- CLARO QUE SE APLICAM. -Alterado*
- Professor a pessoa pode registrar...
- A pessoa pode registrar como quiser, mas está errado. Você pode escrever Joaquim com G, mas...
- Não pode não professor, porque ficaria Goaquim.

*silêncio*


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Vamos aos detalhes: Eu sou graduada em Letras, habilitada em grego, mas em português também... O professor é da matemática. Daí me pergunto: Por que raios ele ficou tão irritado porque eu teimei em um assunto que no final é a minha área de estudos? Eu lá fico discutindo a teoria dos conjuntos com ele?

Sábio Aristóteles, Grande Ari! Antes que alguém fizesse alguma coisa, os gregos fizeram tudo! XD
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E lá vem o Saussure a cavalo!!

Gente e não é que eu voltei para ele de novo...

Fernanda e desconhecido conversando no ponto de ônibus:

O que é semiótica?

Não sei exatamente

Mas você não faz mestrado nisso?

E o que te faz pensar que isso tem alguma relação?

Ta bom, ta bom...vide wikipedia...semiótica é um negocio bem legal

Mistura as coisinhas e faz uma grande analises de uma analise pequinininha...ou seja...complica!! HAHA

Mas eu to adorando, claro...minha mãe já diz que eu só me envolvo com caras complicados, imagina se iria escolher algo descomplicado para minha nada mole vida acadêmica...hehe

Mas sabe o que eu descobri? Foi ele! Foi Saussure! E a culpa é dele de novo! E olha que esse fulaninho, nem obra escrita deixou e sobrou para mim escrever sobre ele...e viva a Semiótica!!